Federação Paranaense de Orientação

Federação Paranaense de Orientação
Fundada em 30 de maio de 1998   -   CNPJ 03.752.683/0001-21
 
Paraná
 
     
     
Orientação: O desporto da natureza

O que é orientação?

       Se você nunca teve contato com este esporte, deve estar se perguntando "O que será está coisa?". Bem, inicialmente vamos descrever o que não é a orientação: Não é uma corrida de aventura, nem cross country. Também não é trakking, tampouco um esporte "radical".

       Orientação é um esporte no qual, a pé ou através de um meio de transporte não motorizado, percorre-se um percurso previamente determinado, descrito em um mapa de orientação e balizado por pontos de controle, em meio aos mais variados terrenos: Florestas, campos, parques, áreas urbanas e etc.

       Em sua vertente competitiva, ganha o atleta que percorrer este caminho em menos tempo. Sob o aspecto recreativo, proporciona uma excelente forma de contato com a natureza e aprimoramento da saúde mental e física.
       O principal diferencial deste esporte em relação aos demais, é o fato de que ele junta a "corrida" ao "pensar como correr", uma vez que para praticá-lo é necessário aliar o seu condicionamento físico à capacidade de interpretar sinais, determinar posições em relação ao terreno e buscar caminhos que facilitem a progressão sobre o mesmo.
       Este é um esporte que pode ser praticado por pessoas de todas as idades. Seus benefícios vão além da saúde física, sobretudo na parte mental, pois para quem o pratica regularmente proporciona o desenvolvimento da auto-confiança, estímula a tomada de decisões, ensina a estabelecer metas e a cumprir objetivos.


História

       A orientação foi criada em 1918, na Suécia, por Ernest Killander, líder escoteiro, com o objetivo de tornar as corridas de média e longa distância um pouco mais atraentes aos jovens (aliando a corrida ao "pensar como correr").
       Com o desenvolvimento do esporte a nível mundial, culminando com a fundação da International Orienteering Federation - IOF, o Brasil, na década de 70, enviou representantes a Portugal para buscar subsídios para a sua implantação. Inicialmente, era um esporte praticado apenas por militares, porém, na década de 90 passou a ser difundido entre o "meio civil".
       Atualmente existem vários clubes de orientação no Brasil, todos ligados as federações estaduais. Estas, por sua vez, estão ligadas a Confederação Brasileira de Orientação - CBO, vínculada a Confederação Sulamericana de Orientação - CSO.


Como praticá-lo

       Nesta altura você já deve estar se perguntando: "Bom, já sei o que é orientação, mas como praticar este esporte?".
       Para praticar este esporte não é necessário possuir uma grande forma física, nem conhecimento prévio sobre regras. Basta saber "ler" um mapa de orientação (em meia hora ou menos aprende-se o básico) e, dependendo do terreno e do grau de dificuldade do percurso escolhido, a utilizar uma bússola.
       Os clubes de orientação do Paraná possuem pessoal técnico qualificado para ensiná-lo. Estes regularmente realizam cursos e percursos treino onde pode-se aprender o esporte.


O mapa de orientação

       Um mapa de orientação é a representação gráfica, em escala, detalhada e colorida, de todo o terreno pelo qual será percorrido um determinado trajeto.
       Nele encontramos informações sobre o relevo, edificações, tipos de vegetação, redes de estradas, trilhas e outros aspectos relevantes que auxiliam a orientação em uma área desconhecida, além dos pontos de controle pelos quais, obrigatoriamente, deve-se passar.
       Click aqui para visualizar o mapa de orientação da 4° etapa do IX CIPO, elaborado pelo mapeador Luiz Borella.


As cores no mapa de orientação

       O fato de um mapa de orientação ser colorido tem a sua razão de ser. É através das cores que representam-se os tipos de vegetação, os relevos e os demais aspectos do terreno. Elas estão relacionadas ao que o orientador vê enquanto percorre uma área.
       As cores utilizadas em um mapa de orientação são padronizadas internacionalmente e constituem-se basicamente no azul, amarelo, preto, marrom, branco, vermelho, magenta e o verde.
       Assim, o azul representa a hidrografia de um terreno, ou seja, rios, lagos e etc. O amarelo áreas cultivadas ou de pastagem. O preto edificações ou alterações de terreno efetuadas pelo homem (estradas, trilhas, cercas e etc).
       O vermelho representa áreas perigosas ou de passagem proibida. O marrom, alterações naturais do terreno tais como: Barrancos, valas e curvas de nível. O magenta, o percurso que o orientador se propõe a percorrer.
       Por fim têm-se o branco e o verde (em diversas tonalidades) ambos representando os diversos tipos de vegetação de um terreno (quanto mais escuro mais difícil a passagem pela área).


O cartão de controle

       O cartão de controle é um impresso onde consta a identificação do atleta, da categoria e dos tempos obtidos pelo mesmo na realização do percurso.
       É através dele que a organização de uma prova verifica o término correto do percurso, uma vez que, encontrado o ponto indicado no cartão de designação, o atleta "picota" o cartão de controle comprovando sua passagem por ele.
 

O cartão de designação

       O cartão de designação é um impresso onde constam, entre outras informações, os pontos de controle e os locais onde se encontram estes, em que locais haverá água, um observador e etc.        Geralmente, os pontos de controle são objetos existentes na natureza (árvores, valas, rios e etc) ou criações do homem, tais como: Trilhas, cercas, construções e etc.
       Como não é possível escrever em um mapa que o ponto de controle "N", por exemplo, se encontra no cruzamento da cerca 'x' com a trilha 'y', utilizam-se símbolos para representá-los.

       A simbologia de um ponto de controle e o seu significado podem parecer, à princípio, um tanto complicadas. Por este motivo são apresentadas ao iniciante com todas as explicações possíveis para uma tranquila realização do percurso, inclusive constando no mapa de orientação.

 

 


As curvas de nível

       Agora que você já está familiarizado com o mapa de orientação, podemos descrever duas características importantes do mesmo: As curvas de nível e as linhas de norte.
       Você já deve ter pensado: "Como representar uma subida ou uma colina em um pedaço de papel? Como isto é possível?". As curvas de nível possibilitam isto.
       Imagine uma colina como uma metade de uma laranja. Imagine também cortar em fatias esta colina. Você teria, inicialmente, um grande pedaço representando a base da mesma e, logo após, fatias cada vez menores até chegar ao topo.

       Se você pudesse transpor o desenho formado pelas bordas destas fatias para uma folha de papel, teríamos uma figura semelhante as ondas que uma pedra cria ao cair na água. Estas ondas representam as curvas de nível da nossa colina/laranja.
       Mas isto só não basta para representar a nossa colina. Já sabemos como ela é, mas qual é a sua altura? Acontece que, por definição, as distâncias entre as curvas de nível são equidistantes, ou seja, tem o mesmo tamanho. Em um mapa de orientação geralmente esta relação é de 5 metros.


       Assim, se a colina de nosso exemplo for representada por 5 curvas de nível e a equidistância entre elas for de 5 metros, a elevação da mesma seria de 25 metros.

       Curvas de nível são linhas imaginárias, equidistantes e concêntricas, que representam sob a forma gráfica o formato e a elevação de um terreno.


Linhas de norte

       Vejamos, você já sabe o que é orientação, consegue visualizar um terreno e identifica os diferentes tipos de relevo. Porém surge a atroz dúvida: "o mapa de orientação fica virado para baixo, para cima, esquerda, direita?". É aqui que entram as linhas de norte.

       As linhas de norte são retas paralelas, em cuja extremidade existe uma seta indicando o norte magnético terrestre e como o mapa esta alinhado em relação ao mesmo. São impressas em destaque para facilitar a sua rápida visualização. Estas linhas são utilizadas em conjunto com uma bússola.
       Apesar do objetivo deste texto não ser uma explanação sobre a técnica de utilização da bússola, podemos descrevê-lo, de maneira simplista, assim: O orientador determina o sentido norte com a bússola, aponta as linhas de norte para esta mesma direção e pronto, tem o mapa orientado em relação ao polo magnético terrestre, não importando em que ponto do percurso esteja.

       Repetindo esta operação, você sempre terá o seu mapa orientado e, em consequência, saberá se deve seguir em frente, dobrar a esquerda ou a direita ou mesmo voltar ao ponto de origem.


Como obter mais informações

       Nosso objetivo com este texto é trazer a você algumas noções sobre a orientação. Entre em contato conosco pelo email fpoparana@hotmail.com para aprender mais sobre este esporte. Se você deseja praticá-lo, acompanhe os calendários divulgados neste site e nas páginas do Clube de Orientação de Curitiba e do Cobra Clube de Orientação